SONHO ESFUMADO
Eu vi-te como o Sol quando desponta
e lava a natureza em derredor;
teu riso era garrida e ampla afronta
ao mundo que me envolve em escuro e dor.
Sonhei em ti carinhos de alma tonta,
e em mim ergui um altar para te pôr;
não quis amar-te mais que certa conta
… e amei-te até ao fim do meu amor.
Sonhei-te leve, etérea, golpe de asa,
mas fogo quando amasses, divinal
no dar e no tomar minha alma em brasa…
… Mas, logo após a hora de te ter,
o sonho se esfumou porque, afinal,
sonhei-te deusa – e eras só mulher !
in Poesia Sonetada
de Bernardes Silva

1 comentário:
As palavras e a beleza que se lhes dá quando se expressa momentos que, na sua conjugação, neste caso, alimentam um amor...um sonho.
Soneto escrito com alma.
Adorei as fotos onde vejo a vossa participação, lendo poesia.
Acredito que tenham gostado.
até
sérgio figueiredo
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