15/11/09

Soneto

SONHO ESFUMADO

Eu vi-te como o Sol quando desponta

e lava a natureza em derredor;

teu riso era garrida e ampla afronta

ao mundo que me envolve em escuro e dor.

Sonhei em ti carinhos de alma tonta,

e em mim ergui um altar para te pôr;

não quis amar-te mais que certa conta

… e amei-te até ao fim do meu amor.

Sonhei-te leve, etérea, golpe de asa,

mas fogo quando amasses, divinal

no dar e no tomar minha alma em brasa…

… Mas, logo após a hora de te ter,

o sonho se esfumou porque, afinal,

sonhei-te deusa – e eras só mulher !

in Poesia Sonetada

de Bernardes Silva

1 comentário:

sou...serei? disse...

As palavras e a beleza que se lhes dá quando se expressa momentos que, na sua conjugação, neste caso, alimentam um amor...um sonho.

Soneto escrito com alma.
Adorei as fotos onde vejo a vossa participação, lendo poesia.

Acredito que tenham gostado.

até
sérgio figueiredo